Repsol e BP voltam a baixar preços até 5 cêntimos

quarta-feira, 26 de novembro de 2008


Seguem Galp Energia, Cepsa e Total

A Repsol e a BP vão baixar os preços dos combustíveis à meia-noite desta quinta-feira entre 2 e 4 cêntimos nos gasóleos e 3 e 5 cêntimos nas gasolinas, anunciaram as empresas.

A Repsol baixa o litro da gasolina sem chumbo 95 octanas em 5 cêntimos, passando o preço de referência a ser de 1,149 euros o litro, e baixa o preço do gasóleo em 4 cêntimos para 1,078 euros o litro no gasóleo, escreve a «Lusa».

A BP baixa o preço da gasolina sem chumbo 95 octanas em 3 cêntimos, para 1,159 euros o litro, e o gasóleo em 2 cêntimos para 1,089 euros o litro.

Recorde-se que a Galp Energia, a Cepsa e a Total já tinham anunciado antes uma nova baixa dos preços.

A Galp Energia baixou a gasolina sem chumbo 95 octanas em 5 cêntimos, para 1,149 euros o litro, e o gasóleo em 4 cêntimos o litro para 1,079 euros.

Já a Cepsa baixou os preços desde a meia-noite em 4,3 cêntimos o litro na gasolina sem chumbo 95 e em 3,3 cêntimos o litro no gasóleo.

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Juros nos 1,5% e petróleo nos 50 dólares no final de 2009

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


Descidas mais difíceis na Euribor

As taxas de juro na Zona Euro devem ir baixando progressivamente até atingir os 1,5 por cento no final do próximo ano, de acordo com as estimativas do BBVA.

«A nossa previsão é que as taxas de juro baixem para próximo dos 1,5% no final de 2009», afirmou o economista-chefe do banco, Julián Cubero, que esteve em Portugal para um debate sobre a situação económica europeia e perspectivas para os próximos anos.

No entanto, o especialista acredita que as descidas fortes para estes níveis se verifiquem «mais facilmente» na taxa decidida pelo Banco Central Europeu (BCE) do que nos juros interbancários (Euribor).

«Vai ser muito difícil voltar aos níveis de spreads que tínhamos antes de 2007», comentou ainda.

Já no que toca às matérias-primas, prevê também recuos, nomeadamente no preço do petróleo. «As previsões de agora são as que tínhamos há uns meses atrás: de 50 dólares por barril no final do próximo ano. Haverá uma estabilidade daqui até lá».

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Obama menos ambicioso que Sócrates no emprego


Presidente eleito promete criar 2,5 milhões de empregos em três anos

O presidente eleito nos Estados Unidos, Barack Obama, está a preparar um plano que prevê a criação de 2,5 milhões de empregos até Janeiro de 2011. Uma promessa idêntica foi feita pelo primeiro-ministro português, José Sócrates, pouco antes de ser eleito, em Fevereiro de 2005. A única diferença é que Sócrates foi bem mais ambicioso do que Obama, refere o «Diário de Notícias».

Com efeito, os 150 mil novos empregos anunciados então representavam um aumento de 2,9% da população empregada portuguesa, enquanto os 2,5 milhões de Obama não vão além de 1,7% da massa trabalhadora norte-americana.

Passados três anos e meio, já ninguém acredita que esta meta possa ser atingida. Até agora, foram criados 101 mil empregos, em grande parte à custa de um aumento da população activa (o que anula a descida do desemprego). E, por mais que o Governo se esforce até ao final da legislatura, é quase impossível contrariar os efeitos daquela que é a maior crise económica internacional dos últimos 70 anos.

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Mercado português de centros comerciais cresce 13% em 2008

sexta-feira, 21 de novembro de 2008


Total distribui-se por nove centros comerciais

A Jones Lang LaSalle estima que o mercado português de centros comerciais apresente um crescimento anual de cerca de 13 por cento em 2008, com a inauguração de aproximadamente 280 mil metros quadrados (m2) de área bruta locável (ABL).

O total da nova área inaugurada ou a inaugurar até ao final do ano neste formato distribui-se por nove superfícies comerciais, com nota de destaque, pelas suas dimensões, para o Mar Shopping (103.500 m2 de ABL), localizado em Matosinhos e promovido pela Inter Ikea Centre Group, e para o Palácio do Gelo (73.500 m2 de ABL), promovido pelo Grupo Visabeira na cidade de Viseu, ambos comercializados em exclusivo pela Jones Lang LaSalle.

No final de 2008, o stock de centros comerciais em Portugal irá ascender a 134 equipamentos num total de 2,47 milhões de m2, dos quais 72% se localizam nas regiões Centro, Grande Lisboa e Grande Porto.

Retail park regista decréscimo

O formato de retail park, por seu turno, registou um decréscimo da ABL inaugurada de cerca de 40% face ao ano anterior.

Até ao final de 2008, deverão surgir no mercado português 47.285 m2 de ABL em quatro novos retail parks, maioritariamente localizados na zona Centro, região que também concentra a maioria dos empreendimentos deste formato em funcionamento.

O mercado nacional de retail parks, cujo primeiro projecto surgiu em 2000, conta actualmente com mais de 20 projectos, num total aproximado de 561.000 m2 de ABL.

Investimento em retalho ascende a 147 milhões


Relativamente ao investimento no segmento de retalho, o mercado nacional terá transaccionado, nos primeiros nove meses do ano, cerca de 147 milhões de euros respeitantes a 75.000 m2 de ABL.

Este volume representa um decréscimo importante face ao ano anterior, situação que se deve, sobretudo, à maior cautela por parte dos investidores, influenciados pelas actuais previsões económicas e pelas dificuldades na obtenção de financiamento.

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Autoeuropa «dispensa» trabalhadores durante um mês sem salário


Empresa sofre efeitos negativos da crise financeira mundial

Mais de 200 trabalhadores da Autoeuropa contratados a agências de trabalho temporário vão parar durante um mês, sem direito a salário, porque não estão abrangidos pelo acordo de empresa de 2003, revelou António Chora, da Comissão de Trabalhadores.

A administração da Autoeuropa precisou, no entanto, que vai prescindir de 145 trabalhadores das agências de trabalho temporário (e não de 200, como referiu o Coordenador da Comissão de Trabalhadores), diz a «Lusa».

Para além de sofrer os efeitos negativos da crise financeira mundial, a fábrica de Palmela depende também das decisões que forem tomadas pela direcção mundial da Volkswagen.

O coordenador da Comissão de Trabalhadores acredita que em 2009, apesar das dificuldades, não haverá problemas de maior para os trabalhadores efectivos uma vez que o acordo de empresa celebrado em 2003 já previa a possibilidade de paragens laborais em função das condições do mercado.

O representante dos trabalhadores adiantou que, neste momento, é mais preocupante a situação dos trabalhadores de outras empresas instaladas no Parque Industrial da Autoeuropa.

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Banco de Portugal prepara veto a garantia de 750 milhões ao BPP


Carteira de crédito permite ter aval para o máximo de 75 milhões

O pedido de utilização da garantia do Estado feito pelo Banco Privado Português (BPP) para obter um empréstimo de 750 milhões de euros deverá ser chumbado pelas autoridades, diz o «Jornal de Negócios».

No máximo, a instituição liderada por João Rendeiro pode ambicionar obter aval para um financiamento no valor de 75 milhões de euros.

As regras de utilização da garantia de 20 mil milhões de euros criada pelo Estado para assegurar a «manutenção da estabilidade financeira e o regular funcionamento da economia» estabelecem que o Banco de Portugal (BdP) e o Instituto de Gestão de Crédito Público (IGCP) apreciem o pedido tendo em consideração «o contributo da entidade beneficiária para o financiamento da economia e a necessidade e condições financeiras do financiamento».

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Despesa do Estado aumenta 4,3% e ultrapassa 37 mil milhões


Gastos com pessoal sofreram um acréscimo de 2,6%

A despesa do subsector Estado situou-se nos 37,5 mil milhões de euros até Outubro, o que representa um acréscimo de 4,3% face a igual período do ano passado. Já o grau de execução da despesa situou-se em 81%, revelam os dados divulgados pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO).

Neste mesmo período foi efectuado um pagamento à Rede Eléctrica Nacional (REN), visando a amortização do défice tarifário energético e justificou 1,3 pontos percentuais da despesa.

Por outro lado, assistiu-se a um aumento das despesas com pessoal, mais 2,6% e reflecte a evolução da contribuição financeira para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) e a variação das despesas afectas aos subsistemas públicos de saúde do pessoal militar e das forças e serviços de segurança.

Também as transferências correntes registaram um acréscimo de 4,1%. Na base desta subida estão as transferências no âmbito do cumprimento da lei de bases da segurança social e as transferências do Orçamento do Estado destinadas ao financiamento do Serviço Nacional de Saúde.

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Dólar em queda de olhos postos no receio da recessão económica


Dado de que a Zona Euro entrou em recessão divulgado há uma semana

O euro encontra-se neste final de semana a recuperar das quedas que sofreu nas passadas sessões e segue a avançar mais de 1 por cento face ao dólar.

A fragilizar a moeda norte-americana estão os receios da cada vez mais temida recessão.

A moeda única, embora a valorizar, já acumula uma queda de 13,5% desde o início do ano. O euro tem vindo a ser penalizado pela fragilidade económica da região.

Recorde-se que faz, esta sexta-feira, uma semana que foi divulgado que a Zona Euro entrou em recessão.

O euro segue, neste momento, a subir 1,03% e cada unidade vale 1,2588 dólares.

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Por que é que os políticos falam tanto e fazem tão pouco?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Uma parte fundamental do sucesso na carreira política é dominar as técnicas da oratória e da retórica. Ou seja, convencer as pessoas, de forma tão inequívoca quanto possível, de que algo (um investimento, por exemplo) tem uma determinada dimensão e papel, geralmente fulcral, e cujos contornos são tal e qual como os apresentam.

No entanto, a tentativa de alcançar um determinado objectivo, e convencer as pessoas de que tudo correu bem, pode conduzir à tentação da mentira.

Como disse à revista Veja o director do Instituto de Ciência Cognitiva e Psicologia da Universidade de New England, David Livingstone Smith, 'a mentira traz vantagens indiscutíveis', sublinhando que 'os políticos são mentirosos profissionais'.

Feitas as contas, fala-se mais do que se faz. Mas também se faz muitas coisas sem que, por vezes, as pessoas se dêem conta.

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