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BPN financia negócios de homens do futebol do Porto

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


Com alguns dos credores fez-se acordos extrajudiciais, é o caso dos irmãos de Reinaldo Teles

Óscar Silva, convidado em 1998 por Oliveira e Costa para organizar e pôr em funcionamento a sociedade financeira para aquisição de crédito do BPN, a Créditus, foi obrigado a demitir-se três anos depois, após uma auditoria que detectou um rombo de dezenas de milhões de euros e que revelou relações perigosas com o mundo do futebol, adianta o «Correio da Manhã».

Na tentativa de obter parte do crédito malparado foram intentadas dezenas de clientes angariadas pela Créditus, percebendo-se que os carros, terrenos e bens nem existiam.

Com alguns dos credores fez-se todavia acordos extrajudiciais, como no caso de figuras como Joaquim Pinheiro e Rui Pinheiro, irmãos de Reinaldo Teles, ou os empresários de jogadores Rui Neno e Nelson Almeida.

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Banco de Portugal prepara veto a garantia de 750 milhões ao BPP

sexta-feira, 21 de novembro de 2008


Carteira de crédito permite ter aval para o máximo de 75 milhões

O pedido de utilização da garantia do Estado feito pelo Banco Privado Português (BPP) para obter um empréstimo de 750 milhões de euros deverá ser chumbado pelas autoridades, diz o «Jornal de Negócios».

No máximo, a instituição liderada por João Rendeiro pode ambicionar obter aval para um financiamento no valor de 75 milhões de euros.

As regras de utilização da garantia de 20 mil milhões de euros criada pelo Estado para assegurar a «manutenção da estabilidade financeira e o regular funcionamento da economia» estabelecem que o Banco de Portugal (BdP) e o Instituto de Gestão de Crédito Público (IGCP) apreciem o pedido tendo em consideração «o contributo da entidade beneficiária para o financiamento da economia e a necessidade e condições financeiras do financiamento».

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Crédito à habitação: o que os bancos não dizem

segunda-feira, 27 de outubro de 2008


Maioria não pede dados essenciais nem dá informações necessárias

A maioria dos bancos atende mal no crédito à habitação. A conclusão é do estudo da DINHEIRO & DIREITOS, da associação de defesa do consumidor (Deco), a 331 agências.

Segundo a revista, os balcões bancários «não dão informação geral obrigatória sobre tipos de empréstimos, garantias e opções de reembolso, entre outras, numa fase inicial da negociação».

«Nos últimos 6 meses, o montante de crédito em cobrança duvidosa cresceu de 1,26 para 1,41%, o que reforça a necessidade de as instituições informarem bem quem precisa de um empréstimo. Em 2001, a maioria dos bancos comprometeu--se a fazê-lo, ao aderir de forma voluntária ao código de conduta. Mas as boas intenções ficaram no papel», critica a Deco.

Lei «contornada»

O Banco de Portugal avançou com medidas de força dois anos mais tarde, obrigando-os a entregar um conjunto de informações ao consumidor, num documento único e numa fase inicial da negociação, mas, apesar disto, os resultados da investigação anónima da DECO PROTESTE revelam que dois terços das agências não o fazem, atropelando as regras da transparência.

«Entre outras falhas, poucas alertam o consumidor para a subida das taxas de juro e simulam este aumento na prestação, quando negoceia o empréstimo da casa», acusa.

Os resultados mostram que dois terços chumbam no atendimento, sobretudo por não darem informação geral obrigatória, que deveria ser uma prioridade. Mas os problemas surgem, até, nas questões colocadas pelos funcionários, importantes para avaliar a viabilidade do empréstimo.

«O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria e a Caixa Galicia são os que mais se destacam por obterem uma classificação satisfatória em todas as agências. Nenhuma entregou a ficha normalizada, mas todas deram informação geral completa. A maioria dos balcões da Caixa Geral de Depósitos, Montepio Geral e Banco Espírito Santo também tinham a lição bem estudada», diz a Deco.

Banco de Portugal tem de agir

Segundo a associação, compete ao Banco de Portugal, que supervisiona o sector, zelar pelo cumprimento das normas que instituiu, accionando mecanismos para penalizar os infractores. «Urge também definir regras claras e objectivas para transmitir esta informação. Não basta os bancos entregarem um documento geral sobre os tipos de empréstimo, garantias exigidas e opções de reembolso, entre outras. É essencial criar um modelo único e comparável para todos, entregue na fase inicial, que reúna as condições particulares e personalizadas de cada financiamento», reforça a associação, para quem «só assim o cliente pode comparar e analisar de forma objectiva diferentes propostas.

A DECO já enviou as conclusões e reivindicações da investigação aos 16 bancos envolvidos, Banco de Portugal e Secretaria de Estado para a Defesa do Consumidor.

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BCP condenado por usar cláusulas abusivas nos cartões


Deco avançou para os tribunais e o banco perdeu

É a segunda decisão condenatória do género no País, ambas dirigidas contra o mesmo banco. O Millennium bcp (BCP) foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ao pagamento de uma multa, denominada «sanção pecuniária compulsória», de 120 mil euros.

A notícia é avançada pelo «Diário de Notícias» e, segundo o jornal, em causa está a reiterada introdução nos contratos de utilização de cartões de crédito e débito de cláusulas consideradas idênticas a outras que anteriormente já tinham sido proibidas.

A acção foi interposta pela associação de defesa do consumidor (Deco) e é idêntica a uma outra já resolvida (também contra o BCP) e ainda a uma outra, interposta contra o Santander Totta, que versa sobre tema também semelhante, mas que ainda não mereceu decisão final dos tribunais.

O Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, datado de 21 de Outubro, citado pelo jornal, refere que o BCP adoptou «cláusulas materialmente equiparáveis àquelas cujo uso lhe foi vedado». Fonte oficial da Deco, que interpôs a queixa, explicou ao «Diário de Notícias» tratar-se de cláusulas como «o afastamento de qualquer culpa do banco no caso de o titular do cartão encontrar uma máquina automática (multibanco/ATM) que não funciona» ou ainda «poder a instituição financeira retirar a qualquer momento, e sem aviso prévio ou justificação, o cartão que atribuiu ao cliente».

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Prestação da casa pode cair 100 euros

sexta-feira, 24 de outubro de 2008


Há tendência de queda

As taxas de juro interbancárias estão em queda há dez sessões consecutivas e tudo indica que a tendência de descida deverá manter-se nos próximos meses. Pelo menos esta é a convicção do mercado, a avaliar pela cotação dos contratos de futuros da Euribor a três meses, adianta o «Diário Económico».

Caso as expectativas dos investidores se confirmem, a prestação mensal de um empréstimo contratado em Janeiro de 2009, tendo como referência a média mensal de Dezembro, poderá ficar aproximadamente 100 euros mais barato do que um crédito feito este mês, que ainda vai utilizar a média mensal de Setembro para o cálculo da prestação (5,019%).

«Tudo aponta para que a tendência de queda se mantenha e que haja uma convergência entre as taxas Euribor e a taxa de referência do Banco Central Europeu», adiantou João Fernandes, economista da Deco.

No entanto, o economista aconselha alguma «cautela» e prudência, porque ainda há uma «grande incerteza» no mercado.

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Quiosque: «Caixa avança com fundo para baixar prestações da casa» (JdN)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008


CGD é o primeiro a assumir interesse nos novos fundos

Há ainda dúvidas sobre os novos fundos de investimento imobiliários para arrendamento habitacional, mas uma certeza já existe: a Caixa Geral de Depósitos é o primeiro banco a assumir que vai investir neles, diz o «Jornal de Negócios».

O banco promete beneficiar as famílias aflitas. Mas também melhorar as contas dos bancos.

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CGD acredita que taxas Euribor vão continuar a descer

terça-feira, 21 de outubro de 2008


Taxas a mais longo prazo confirmam expectativa do banco público

A Caixa Geral de Depósitos acredita que a recente tendência de subida das taxas de juro Euribor, que são taxas comerciais e interbancárias, é «conjuntural».

Em conferência de imprensa, o responsável pela Direcção de Financiamento Imobiliário (DFI) do banco público, Paulo Sousa, afirmou ser convicção da CGD que se trata de um «fenómeno conjuntural, com curta duração no tempo».

«Antecipamos que o ciclo de subida da Euribor se inverta e a nossa expectativa é que, a prazo, continuará a descer», afirmou Paulo Sousa, acrescentando que as taxas a mais longo prazo têm dado sinais disso mesmo.

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Fisco ameaça apreender carros a contribuintes com dívidas fiscais

terça-feira, 14 de outubro de 2008


Dificuldades na cobrança de impostos levou fisco a elaborar plano de emergência

A Direcção-geral dos Impostos (DGCI) prepara-se para enviar e-mails a cerca de 28 mil contribuintes com dívidas fiscais ameaçando-os de que, caso não regularizem a sua situação, os irá notificar para que entreguem os documentos das suas viaturas, cita o «Público».

A medida faz parte de um plano de emergência delineado em colaboração com a equipa política do Ministério das Finanças, de forma a garantir que será atingida a meta de 1.500 milhões de euros de cobrança coerciva prevista para este ano, numa altura em que o abrandamento da economia constitui a principal dificuldade para o cumprimento do nível do défice deste ano e para a determinação dos objectivos da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2009 que será apresentada hoje.

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Fisco ameaça apreender carros a contribuintes com dívidas fiscais

Dificuldades na cobrança de impostos levou fisco a elaborar plano de emergência

A Direcção-geral dos Impostos (DGCI) prepara-se para enviar e-mails a cerca de 28 mil contribuintes com dívidas fiscais ameaçando-os de que, caso não regularizem a sua situação, os irá notificar para que entreguem os documentos das suas viaturas, cita o «Público».

A medida faz parte de um plano de emergência delineado em colaboração com a equipa política do Ministério das Finanças, de forma a garantir que será atingida a meta de 1.500 milhões de euros de cobrança coerciva prevista para este ano, numa altura em que o abrandamento da economia constitui a principal dificuldade para o cumprimento do nível do défice deste ano e para a determinação dos objectivos da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2009 que será apresentada hoje.

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Apoios de governos europeus à banca já somam 1,7 biliões


Países tentam evitar mais falências no sistema financeiro

Ao todo os apoios de emergência dos governos europeus à banca atingiram um total de 1,7 biliões de euros, depois de a Holanda ter também anunciado que vai garantir empréstimos interbancários num montante de 200 mil milhões de euros.

Alemanha e França responderam pela maior parte do total responsabilizado pelos governos europeus para tentar evitar mais falências no sistema financeiro global.

A Alemanha avança com 400 mil milhões de euros em garantias bancárias, 80 mil milhões de euros para recapitalizar bancos, permitindo a aquisição de participações accionistas pelo Estado, e 20 mil milhões de euros para de provisão orçamental para possível incumprimento das garantias.

Governo francês sujeitou 360 mil milhões

França, que acolheu domingo a reunião do Eurogrupo, que serviu para os países europeus concertarem medidas de combate à crise, sujeitou 360 mil milhões de euros, dos quais 320 mil milhões para garantias interbancárias. Paris destina outros 40 mil milhões de euros para uma agência estatal que terá poder para reforçar os capitais próprios de bancos afectados.

Também o governo espanhol vai garantir uma dívida bancária num montante de 100 mil milhões de euros, depois de ter prometido na semana passada avançar com 30 mil milhões de euros para capitalização da banca.

Segundo o ministro das Finanças italiano, Giulio Tremonti, citado pela «Lusa», o governo do país está disponível para apoiar a banca «seja em que montante for», nomeadamente comprando participações accionistas.

No mesmo sentido, a Suécia vai avançar quarta-feira com um projecto-lei para garantir dívida bancária até final de 2009 e entrar no capital de instituições bancárias.

Na Áustria, as medidas governamentais passam também por garantias (85 mil milhões de euros) e injecções de capital (15 mil milhões).

Recorde-se que o Governo português anunciou no passado domingo uma garantia que pode ir até 20 mil milhões de euros e que contempla todas as instituições de crédito portuguesas.

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EUA preparam plano de garantias interbancárias semelhante à Europa


Depois de terem aprovado um plano de 700 mil milhões de dólares

As autoridades norte-americanas estão a trabalhar na implementação de um plano de garantia interbancária, semelhante ao anunciado domingo pelos países da zona euro, disse esta segunda-feira a cadeia televisiva de informações financeiras CNBC.

O Departamento do Tesouro, a Reserva Federal (FED) e a Companhia Federal de Garantia de Depósitos bancários (FDIC) reuniram-se domingo «para trabalhar num amplo plano de salvamento» relativo ao sistema bancário, segundo a CNBC que cita fontes próximas das negociações. avança a «Lusa».

«O governo norte-americano parece próximo da implementação de um plano de garantia dos empréstimos entre bancos», acrescentou a CNBC, evocando a possibilidade de um anúncio já na terça-feira.

Os Estados Unidos já adoptaram no início de Outubro um plano de 700 mil milhões de dólares destinado a comprar os activos tóxicos acumulados pelos bancos do país no decorrer da última bolha financeira e que levaram à actual crise.

A medida não chegou no entanto para sossegar os mercados bolsistas internacionais, que se desmoronaram a semana passada, nem para restabelecer a confiança entre os bancos que recusavam emprestar dinheiro uns aos outros.

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Bancos portugueses ocupam o 35.º lugar dos mais sólidos do mundo

sexta-feira, 10 de outubro de 2008


Canadá é o país mas seguro em termos financeiros

O sistema financeiro português ocupa o 35.º lugar dos bancos mais sólidos do mundo, à frente de países como Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos. Os dados foram avançados esta quinta-feira pelo Fórum Económico Mundial que analisa ao todo 134 países.

O Canadá aparece em primeiro lugar deste «ranking» ao liderar a lista do sistema financeiro mais sólido do mundo.

A Suécia, o Luxemburgo e a Austrália aparecem logo a seguir na tabela.

Já Espanha ocupa a 10ª posição.

A verdade é que os efeitos desta crise financeira acabaram por se reflectir em determinados países. É o caso da Alemanha que ocupa o 39º lugar, os Estados Unidos que ocupam o 40º lugar e o Reino Unido que surge em 44º lugar.

Surpresa

Mais surpreendentes são os resultados da solidez do sistema financeiro na Dinamarca e na Bélgica, que ocupam o 5º e o 7º lugar, respectivamente.

O Banco Central da Dinamarca, no passado mês de Setembro, teve de intervir no Ebh Bank, uma pequena instituição financeira. Este foi o segundo banco a ter sido «salvo» pelas autoridades, depois do regaste do Roskilde Bank.

Também com problemas esteve o belga Fortis, o parceiro do BCP na área de seguros, que acabou por vender a sua actividade na Holanda (seguros e banca, incluindo os activos do ABN Amro) ao Governo deste país, permitindo um encaixe de 16,8 milhões de euros.

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Consultoras de crédito não param de crescer em Portugal

quinta-feira, 9 de outubro de 2008


Sector carece de regulamentação

A aflição de uns pode ser o alento de outros. A par com o aumento de famílias desesperadas com o aumento das prestações mensais dos seus créditos, devido à subida das taxas de juro e ao aumento da inflação, também as empresas especializadas em gestão de crédito estão a crescer no nosso País.

De acordo com a «Rádio Renascença», que cita cálculos da Associação Portuguesa dos Consultores de Crédito (APCC), existem já cerca de 700 empresas de consultadoria de crédito a funcionar em Portugal. E o pior é que esta é uma actividade que ainda não está regulamentada, ou seja, não existem regras nem requisitos mínimos a cumprir para se poder exercer.

Os clientes destas empresas não são apenas as pessoas que já não conseguem pagar as suas dívidas, mas também pessoas que procuram as melhores soluções para os seus investimentos.

Cerca de 70% destas empresas funcionam em regime de franshinsing, mas o presidente da associação do sector, Manuel Rodriguez, considera que é preciso estabelecer regras.

Esta quinta-feira, a Associação tem marcada uma reunião no Banco de Portugal para apresentar as suas propostas e preocupações. Entretanto, a nível interno, está a ser elaborado o Código Deontológico, um conjunto de princípios para um negócio que, segundo Manuel Rodriguez, tem futuro, em Portugal.

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AR: Governo estende 13ª prestação para apoio a despesas escolares a mais 780 mil beneficiários do abono de família

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Lisboa, 08 Out (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que o Governo vai estender a 13ª prestação para apoiar as despesas escolares a todas as famílias beneficiárias do abono de família, medida que disse abranger mais 780 mil beneficiários.

Falando no debate quinzenal, na Assembleia da República, José Sócrates afirmou que a medida vai constar na proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2009.

"Na situação presente justifica-se fazer mais um esforço orçamental de apoio às famílias. Em particular nas despesas que as famílias têm com a educação dos seus filhos", justificou o primeiro-ministro.

Sócrates referiu então que, no presente, as famílias do primeiro escalão (as que têm rendimentos mais baixos) beneficiam no mês de Setembro de uma 13ª prestação para apoiar as despesas escolares dos seus filhos.

Agora, "o Governo decidiu propor, no Orçamento do Estado para 2009, que essa prestação seja alargada, passando a abranger todas as famílias beneficiárias", afirmou.

Segundo o primeiro-ministro, a medida "vai apoiar mais beneficiários, reforçando fortemente as políticas sociais do Estado dirigidas às famílias portuguesas".

PMF.

Lusa/fim

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BCE corta taxas de juro em 50 pontos-base

Os maiores bancos centrais do mundo anunciaram hoje um forte corte de todas as suas taxas de juro, tendo o Banco Central Europeu reduzido a Refi dos 4,25% para os 3,75%, naquela que é uma medida sem precedentes para tentar aliviar os efeitos económicos da crise financeira.
Pedro Duarte

Deste modo, enquanto a principal taxa de refinanciamento do BCE, a Refi, passou para os 3,75%, a taxa marginal para os 4,75% e a de facilidade de depósito recuou para os 2,75%.

Em conjunto com o Banco Central Europeu, a Reserva Federal dos Estados Unidos baixou a sua taxa de juro de referência dos 2,0% para os 1,5%.

Também o Banco de Inglaterra, o Banco da China, o Banco Central do Canadá, o Banco Nacional da Suíça e o Banco Central da Suécia anunciaram hoje reduções das suas respectivas taxas de juro.

Assim, a taxa de referência britânica recuou para os 4,5%, a taxa canadiana passou para os 2,5%, a da Suíça recuou para os 2,5% e a da Suécia para os 4,25%. A taxa de referência chinesa caiu em 0,27 pontos percentuais para os 6,93%.

"A recente intensificação da crise financeira aumentou os riscos negativos para o crescimento, e em consequência diminuiu ainda mais os riscos para a estabilidade dos preços (...). Algum alívio das condições monetárias é por isso necessária", dizem os bancos centrais num comunicado conjunto.

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Bancos europeus já perderam um terço do valor em bolsa

Fortis baixou quase 70% e lidera esta lista negra

Os bancos europeus já perderam mais de 200 mil milhões de euros de valor em bolsa, ou seja, mais de um terço da sua capitalização, segundo o espanhol «Invertia».

O valor desaparecido seria o suficiente para comprar os quatro maiores bancos da Europa Continental: Santander, BNP Paribas, BBVA e Intesa Sanpaolo

Só na passada segunda-feira, uma sessão negra para o sector que foi marcada pelas dificuldades do alemão Hypo, os dez bancos que integram o índice Eurostoxx perderam 41.180 milhões de euros em bolsa, ou 9,5% do seu valor. A capitalização destes dez títulos ronda actualmente os 390 mil milhões de euros, o que compara com os mais de 590 mil milhões de euros de 2007.

As injecções de liquidez por parte dos bancos centrais e as intervenções dos Governos, para salvar os bancos da falência e para garantir os depósitos, não têm sido suficientes para travar a queda livre dos mercados.

O Fortis foi quem perdeu maior percentagem da sua capitalização (67,9%), seguido do ING e do Unicredit (com descidas de 55,8 e 50,5%, respectivamente). O Deutsche Bank perdeu também 47,5%, o Intesa Sanpaolo 37,6%, o BBVA 29,7% e o Santander 23,6%.

Com as menores perdas contam-se o Credit Agricole, a Société Générale e o BNP Paribas (menos 19,1%, 15,7% e 6,3%, respectivamente.

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Saiba de que precisa para reagir à crise financeira

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Conheça as respostas para as perguntas do momento
DAVID ALMAS

Não é vulgar os índices bolsistas desvalorizarem 10% num dia. Não é normal mais de 10 bancos internacionais desaparecerem num ano. Situações anormais exigem respostas. Saiba quais são as certas para o seu dinheiro.

O meu banco corre o risco de falir?

Sim, se ele estiver muito exposto aos segmentos mais tóxicos do mercado, especialmente aos produtos estruturados ligados ao mercado hipotecário estado-unidense. Porém, não deve ter insónias com a possibilidade do seu banco falir. Primeiro, porque o governo e as instituições financeiras mais sólidas devem correr em socorro (leia-se: devem adquirir o banco em dificuldade) se algo acontecer, uma vez que têm todo o interesse em que o sistema financeiro não seja abalado. Isso já aconteceu no estrangeiro: o Bank of America absorveu o Merrill Lynch, o governo de Sua Majestade comprou o Northern Rock, os governos do Benelux salvaram o Fortis, entre muitos outros casos. Segundo, mesmo que o seu banco vá à falência, a maioria dos seus activos estão bem guardados: os depósitos são garantidos até um determinado limite (veja a resposta seguinte) e os fundos e os planos de reforma são seus, logo, mesmo na falência, o banco não pode mexer nesses activos.

Tenho depósitos a prazo. Devo mantê-los?


Há quase 16 anos que os depósitos bancários estão garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Assim, se o seu banco falir tem direito a receber um máximo de 25 mil euros. Esta garantia é por depositante e por instituição, isto é, se a conta tiver dois titulares, a garantia sobe para 50 mil euros. Da mesma forma, se tiver 2 contas em nome individual no mesmo banco com 20 mil euros cada, apenas tem direito a receber 25 mil euros. Se for cliente de um banco com mais de 25 mil euros, distribua o excesso por outras instituições financeiras. Só assim fica completamente garantido.

Os certificados de aforro são recomendáveis neste momento?


Sim, se acreditar que a República Portuguesa está longe da falência. Por definição, os certificados de aforro não têm risco, uma vez que representam a dívida do Estado. Contudo, isso não quer dizer que não tenham um bom rendimento: para Outubro, a taxa de juro de capitalização, que está indexada à Euribor a 3 meses, é de 4,011%.

Tenho um PPR. Com a queda das bolsas, o meu investimento está garantido?

Alguns planos de poupança-reforma têm garantia de capital e alguns garantem inclusivamente uma taxa de rendibilidade mínima. Excluindo esses casos, não há qualquer garantia. É possível encontrar PPR, como o Millennium Reforma & Rendimento, a ganhar mais de 4% no último ano e outros, como o Barclays PPR Acções Life Path 2025, que perdem mais de 20%. Para os investidores longe da reforma não há muito a fazer, porque seriam muito penalizados pelo fisco se abandonassem o barco. Se acreditar que o dinheiro não está a ser bem gerido, a única opção é transferir o PPR para outra instituição, embora isso represente uma pesada comissão.

Investi em acções. Ainda posso perder mais dinheiro do que até hoje?


Sim, no limite pode perder todo o dinheiro, mas isso só acontecerá se todas as sociedades de que é accionista entrarem em falência. Nos dois anos após a Grande Depressão, por exemplo, as acções norte-americanas desvalorizaram 79%. Porém, os académicos explicam que uma estratégia de longo prazo de investimento progressivo em acções é correcta: entre 1900 e 2007, as acções mundiais renderam 5,8% a mais do que a inflação. Isto é, se a inflação se fixar nos 3%, pode esperar ganhar mais de 8% por ano numa estratégia de longo prazo.

Tenho fundos de investimento e estou a perder dinheiro. É boa ideia vender antes que as bolsas caiam mais?


Depende. Se está a prosseguir uma estratégia de longo prazo de investimento periódico, deve continuar a investir. Isso é especialmente importante nesta altura, porque é natural que esteja a fazer compras a preços de saldo. Se tem fundos de investimento numa óptica de curto prazo, então pode ponderar sair. Contudo, perceba que ninguém sabe exactamente quando é que os investimentos bateram no fundo. Se calhar a recuperação está já ao virar da esquina...

Esta é uma boa altura para investir em bens alternativos, como o ouro ou o imobiliário?

Esqueça o imobiliário por agora: foi por causa dele que esta crise nasceu. O maior investimento que a maioria das famílias tem é a própria casa. Não faz sentido adquirir ainda mais exposição, em especial porque já há indicações de que o mercado está em queda, à semelhança do que acontece nos EUA, no Reino Unido e em Espanha. O ouro é apenas uma forma de proteger o capital, uma vez que não gera riqueza por si (uma barra de ouro será sempre uma barra de ouro, não cresce como uma empresa). Pode ser um bom activo para ficar de lado à espera de uma melhor altura de regressar ao mercado. Se quiser uma exposição ao ouro sem ter de o levar no bolso ou ao pescoço, compre um fundo cotado que replique a performance do metal amarelo, como o Lyxor Gold Bullion Securities, que pode ser adquirido como se fosse uma acção na bolsa de Paris. Uma unidade deste fundo representa três gramas de ouro.





Bank of America ganha menos 60% nos primeiros 9 meses

Vende acções por 10 mil milhões

O Bank of America anunciou esta terça-feira que ganhou menos 60% nos primeiros nove meses deste ano, do que no mesmo período do ano passado, tendo cortado o seu dividendo em 50%.

A instituição comunicou ainda que avançou com uma venda de acções no valor de 10 mil milhões de dólares (7,4 mil milhões de euros) para aumentar o seu capital.

O banco norte-americano precisou esta terça-feira que de Janeiro a Setembro ganhou 5.797 milhões de dólares (4.300 milhões de euros), ou seja 1,10 dólares por acção, face aos 14.714 milhões de dólares (aproximadamente 11 mil milhões de euros), 3,25 dólares por título do mesmo período de 2007.





Crise financeira: Poupanças dos portugueses estão garantidas "aconteça o que acontecer" - Teixeira dos Santos

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Luxemburgo, 06 Out (Lusa) -- O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, garantiu hoje que as poupanças dos portugueses "estão garantidas" "aconteça o que acontecer".

"Mas uma coisa quero assegurar de uma forma clara a todos os portugueses. Aconteça o que acontecer as poupanças dos portugueses em qualquer banco que opera em Portugal estão garantidas", anunciou Teixeira dos Santos numa breve declaração sem direito a perguntas dos jornalistas, à margem da reunião dos ministros das Finanças europeus, que se reúnem hoje e terça-feira no Luxemburgo para tentar definir uma estratégia comum para responder à crise financeira actual e à desaceleração do crescimento económico.

FPB.

Lusa/Fim

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Governo alemão vai dar garantia ilimitada às poupanças de particulares

Angela Merkel já tinha assegurado que pequenas poupanças estão seguras

O governo alemão vai dar uma garantia ilimitada do Estado a todos os depósitos de poupanças de particulares, anunciou este domingo o porta-voz do Ministério das Finanças, Torsten Albig, citado pela «Lusa».

A chanceler Angela Merkel tinha já afirmado, pouco antes, durante uma conferência de imprensa, que as pequenas poupanças estavam «seguras», tentando evitar qualquer movimento de pânico da população.

«Dizemos a quem tem poupanças que os seus depósitos estão seguros. O governo dá-lhes garantia», declarou Angela Merkel.

Até agora, a garantia do Estado elevava-se a um máximo de 20 mil euros para as poupanças de privados, mas Torsten Albig precisou que aquela seria ilimitada.

Na semana passada, o governo irlandês também anunciou uma garantia ilimitada sobre os depósitos nos bancos irlandeses, o que levou o governo britânico a aumentar a sua garantia de 35 mil para 50 mil libras (cerca de 63 mil euros).

Também as autoridades norte-americanas se preparam para subir a garantia bancária estatal sobre os depósitos bancários de 100 mil para 250 mil dólares, uma das medidas previstas no Plano Paulson, aprovado sexta-feira pelo Congresso.