
Brent vale 66,68 dólares por barril
O preço do petróleo está a subir pelo segundo dia consecutivo com a especulação de que o corte de taxas de juro, por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed) e da China, alimentem a recuperação económica, aumentando assim a procura por combustíveis.
O petróleo está perto de registar a maior subida de dois dias seguidos em mais de um mês depois dos dois países que mais gastam energia terem baixado os seus juros.
Em Nova Iorque, o crude custa mais 1,48 dólares para os 68,98 dólares por barril. Em Londres, o IPE Brent, petróleo de referência para a Europa, vale mais 1,21 dólares para os 66,68 dólares por barril.
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Petróleo sobe com corte de taxas de juro
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
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Etiquetas: Mercados
A empresa mais valiosa do mundo
quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Volkswagen vale 296 mil milhões de euros
A construtora de automóveis Volkswagen é a empresa mais valiosa do mundo.
Segundo o «Correio da Manhã», durante alguns momentos foi a maior empresa em valor de mercado, valendo mais de 296 mil milhões de euros.
O regulador do mercado alemão, Bafin, anunciou estar já a analisar o movimento das acções da construtora, apelidado pelos analistas de «pânico de compra».
Recorde-se que a Porsche anunciou no passado fim-de-semana que detém mais de 74% da Volkswagen.
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Etiquetas: Empresas
Galp desce preço dos combustíveis

Desde 00horas
A Galp Energia desceu os preços de referência do gasóleo em dois cêntimos e da gasolina em três cêntimos às 00horas desta quarta-feira, diz a agência «Lusa».
O valor a pagar pelo litro de gasolina cai três cêntimos, no caso da gasolina sem chumbo 95 cada litro passa a custar 1,269 euros. Já o preço de referência do gasóleo recua dois cêntimos, com cada litro a custar agora 1,159 euros.
Esta redução de preços acontece quando nos mercados internacionais o preço do petróleo continua a registar quedas consecutivas, com o barril de Brent para entrega em Dezembro a recuar terça-feira 1,12 dólares em Londres, para os 60,29 dólares por barril no mercado de futuros ICE.
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Etiquetas: Empresas
Empregar falso recibo verde dá coima até 58 mil euros

Código laboral começou esta terça-feira a ser aprovado
Quando entrarem em vigor as alterações ao Código Laboral aprovadas no Parlamento na passada terça-feira, será mais fácil a um recibo verde provar que é um falso trabalhador independente. E as coimas para as empresas apanhadas sobem e poderão ir até aos 57,6 mil euros, escreve o «Jornal de Notícias».
A votação final do Código de Trabalho na Assembleia da República está marcada para 7 de Novembro, o mesmo dia em que deverá ser aprovado o Orçamento de Estado para 2009. Daqui até lá, os deputados dos partidos com assento parlamentar ainda se reunirão mais quatro vezes, em sede da Comissão Parlamentar do Trabalho para discutir, ponto por ponto, os mais de 500 artigos da nova lei.
Diz o «JN» que, se se repetir o sucedido ontem, a maioria socialista irá aprovando a maioria das propostas do Governo e do próprio Partido Socialista, mas admitindo também alterações vindas dos restantes grupos parlamentares. Ainda por discutir estão matérias como os despedimentos, horários, férias e adaptabilidade no trabalho.
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Etiquetas: Economia
EUA podem hoje baixar juros para 1%

Juros estavam nos 5,75% há cerca de um ano atrás
A Reserva Federal norte-americana (Fed) pode baixar as taxas de juro esta quarta-feira para os 1 por cento e ainda deixar antever novas descidas para os níveis mais baixos desde há quatro décadas.
A forte queda que se tem verificado recente nos preços do mercado de valores e o baixo consumo estão a abrandar a inflação. Este é um motivo de preocupação, pelo que a Fed poderá hoje baixar os juros em meio ponto percentual.
De referir que os juros estavam nos 5,25% há cerca de um ano atrás e face à crise financeira e às suas consequências, esta instituição tem vindo a baixá-los desde então.
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Etiquetas: Mercados
Crédito à habitação: o que os bancos não dizem
segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Maioria não pede dados essenciais nem dá informações necessárias
A maioria dos bancos atende mal no crédito à habitação. A conclusão é do estudo da DINHEIRO & DIREITOS, da associação de defesa do consumidor (Deco), a 331 agências.
Segundo a revista, os balcões bancários «não dão informação geral obrigatória sobre tipos de empréstimos, garantias e opções de reembolso, entre outras, numa fase inicial da negociação».
«Nos últimos 6 meses, o montante de crédito em cobrança duvidosa cresceu de 1,26 para 1,41%, o que reforça a necessidade de as instituições informarem bem quem precisa de um empréstimo. Em 2001, a maioria dos bancos comprometeu--se a fazê-lo, ao aderir de forma voluntária ao código de conduta. Mas as boas intenções ficaram no papel», critica a Deco.
Lei «contornada»
O Banco de Portugal avançou com medidas de força dois anos mais tarde, obrigando-os a entregar um conjunto de informações ao consumidor, num documento único e numa fase inicial da negociação, mas, apesar disto, os resultados da investigação anónima da DECO PROTESTE revelam que dois terços das agências não o fazem, atropelando as regras da transparência.
«Entre outras falhas, poucas alertam o consumidor para a subida das taxas de juro e simulam este aumento na prestação, quando negoceia o empréstimo da casa», acusa.
Os resultados mostram que dois terços chumbam no atendimento, sobretudo por não darem informação geral obrigatória, que deveria ser uma prioridade. Mas os problemas surgem, até, nas questões colocadas pelos funcionários, importantes para avaliar a viabilidade do empréstimo.
«O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria e a Caixa Galicia são os que mais se destacam por obterem uma classificação satisfatória em todas as agências. Nenhuma entregou a ficha normalizada, mas todas deram informação geral completa. A maioria dos balcões da Caixa Geral de Depósitos, Montepio Geral e Banco Espírito Santo também tinham a lição bem estudada», diz a Deco.
Banco de Portugal tem de agir
Segundo a associação, compete ao Banco de Portugal, que supervisiona o sector, zelar pelo cumprimento das normas que instituiu, accionando mecanismos para penalizar os infractores. «Urge também definir regras claras e objectivas para transmitir esta informação. Não basta os bancos entregarem um documento geral sobre os tipos de empréstimo, garantias exigidas e opções de reembolso, entre outras. É essencial criar um modelo único e comparável para todos, entregue na fase inicial, que reúna as condições particulares e personalizadas de cada financiamento», reforça a associação, para quem «só assim o cliente pode comparar e analisar de forma objectiva diferentes propostas.
A DECO já enviou as conclusões e reivindicações da investigação aos 16 bancos envolvidos, Banco de Portugal e Secretaria de Estado para a Defesa do Consumidor.
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Etiquetas: Finanças
BCP condenado por usar cláusulas abusivas nos cartões

Deco avançou para os tribunais e o banco perdeu
É a segunda decisão condenatória do género no País, ambas dirigidas contra o mesmo banco. O Millennium bcp (BCP) foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ao pagamento de uma multa, denominada «sanção pecuniária compulsória», de 120 mil euros.
A notícia é avançada pelo «Diário de Notícias» e, segundo o jornal, em causa está a reiterada introdução nos contratos de utilização de cartões de crédito e débito de cláusulas consideradas idênticas a outras que anteriormente já tinham sido proibidas.
A acção foi interposta pela associação de defesa do consumidor (Deco) e é idêntica a uma outra já resolvida (também contra o BCP) e ainda a uma outra, interposta contra o Santander Totta, que versa sobre tema também semelhante, mas que ainda não mereceu decisão final dos tribunais.
O Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, datado de 21 de Outubro, citado pelo jornal, refere que o BCP adoptou «cláusulas materialmente equiparáveis àquelas cujo uso lhe foi vedado». Fonte oficial da Deco, que interpôs a queixa, explicou ao «Diário de Notícias» tratar-se de cláusulas como «o afastamento de qualquer culpa do banco no caso de o titular do cartão encontrar uma máquina automática (multibanco/ATM) que não funciona» ou ainda «poder a instituição financeira retirar a qualquer momento, e sem aviso prévio ou justificação, o cartão que atribuiu ao cliente».
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Etiquetas: Finanças
Portugal está na linha da frente do novo paradigma energético

Formação de preços entre Portugal e Espanha aproxima-se
O presidente executivo da EDP, António Mexia, contraria aqueles que consideram que Portugal está atrasado no que diz respeito ao sector da energia. Aliás, para o mesmo, o País está mesmo na linha da frente.
«Não concordo que se diga que há uma desprotecção ao consumidor. Que não há relações de concorrência? Há sempre. Que há uma ineficiência dos operadores? A EDP, falo por mim, estamos na linha da frente das alternativas de custos de oportunidade. Portugal está na linha da frente deste novo paradigma qualquer que seja o grau de exigência», afirmou o responsável, na comissão parlamentar «energia sustentável, um novo desígnio», esta segunda-feira.
Para António Mexia, o país caminha agora cada vez mais para condições de formação de preços iguais às de Espanha. A culpa da criação do défice tarifário português deve-se sobretudo a um aumento muito significativo do mercado grossista, do qual Portugal depende bastante por recorrer até hoje em grande parte ao carvão.
«As diferenças entre os mercados estão a atenuar-se. Portugal tinha uma menor reserva, a capacidade de interligação também era reduzida e a tecnologia dos dois mercados é diferente», referiu, sublinhando que Espanha tem o nuclear.
No entanto, realça que face aos grupos de ciclo combinado que se espera que entrem em funcionamento em Portugal (no seu caso em 2009), os mercados vão aproximar-se.
As acções da empresa seguem a cair 3,99% para os 2,25 euros.
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Etiquetas: Empresas
Crédito incobrável afecta 90% das empresas do comércio
Apenas 33% facturam e recebem juros de mora
Em Portugal, 90% das Pequenas e Médias Empresas (PME) do sector do comércio têm créditos incobráveis, que representam, em média, 1,4% do volume de negócios. A conclusão pertence ao Barómetro Eurofactor 2008 da Gestão de Clientes das Empresas Europeias, que revela também que as empresas demoram, em média, mais de 3 meses (94 dias) a receber pagamento dos créditos cobráveis.
Os resultados mostram ainda que, embora 87% das empresas iniciem processos de cobrança, apenas 33% facturam e recebem juros de mora.
«O crédito em dívida é um problema grave do sector do comércio e a situação é particularmente preocupante face à conjuntura económica global. A boa saúde financeira destas empresas, que constituem já a maioria do tecido empresarial português, depende da capacidade de recuperar, atempada e eficazmente, o crédito que lhes é devido», refere o Director Geral da Eurofactor Portugal. Rui Esteves.
Maiores oportunidades de negócio residem na China
A verdade é que a confiança no ambiente económico é relativa para 57% das PME-PMI do comércio. Apenas 12% dizem estar confiantes, contra 31% que se mostram pouco confiantes e 1% nada confiantes. Na verdade, 4% admitem perder quota de mercado nacional, 4% mundial e 1% europeu.
As principais preocupações do sector são: a concorrência dos países emergentes (23%), a evolução das taxas de juros a curto prazo (15%) e a evolução do preço da energia (14%). As maiores oportunidades de negócio residem na China (33%), países novos membros da União Europeia (23%) e Índia (13%). Mas, curiosamente, as maiores ameaças também são a China (63%) e Índia (27%).
Mas há mais. O recurso ao crédito de longo prazo não faz parte dos planos de 65% das empresas. Apenas 14% espera ter que recorrer ao crédito e 22% afirma que provavelmente sim. A nível da tesouraria, para 71%, as necessidades de financiamento estão estáveis e para 14% em diminuição. Apenas 15% afirma que as necessidades a este nível estão a aumentar. Para não recorrerem ao crédito, 46% utilizam o alargamento do prazo de pagamento a fornecedores, 30% descoberto, 22% desconto comercial e 5% factoring.
Recorde-se que o negócio das empresas do comércio é sobretudo doméstico, com 86% de clientes nacionais, 8% da zona Euro e 5% fora da zona Euro. As empresas privadas são os maiores clientes (93%), seguidas do sector público (5%) e particulares (2%). Apenas 12% detêm filiais noutros países europeus, contra 88% que admitem não ter.
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Etiquetas: Economia